Luminária flutua e tem autonomia para ficar ligada 50 mil horas

Magnetismo, dois ímãs, duas baterias, uma lâmpada incandescente e uma pequena base de madeira. A combinação entre estes elementos resultou na Flyte: uma luminária indiferente às leis da gravidade com autonomia para ficar ligada 50 mil horas – o equivalente a 12 horas por dia de utilização durante 11 anos.

Desenvolvida na Suécia, em 2015, a luminária tem uma lógica de funcionamento que opera graças a dois fatores: magnetismo e indução.

O primeiro deles tem a função de anular a força da gravidade que incide sobre a lâmpada e fazê-la, consequentemente, levitar. Isso acontece graças ao processo de aproximação de dois ímãs – um instalado na base de madeira e o outro na luminária – que se repelem em razão da posição de seus polos.

O método para atingir a levitação já está esclarecido. Mas, afinal, como a luminária consegue emitir luz sem estar conectada a nenhuma fonte de energia? A resposta para essa questão está num processo chamado indução.

Este fenômeno cria, a partir da aproximação entre os polos dos ímãs, um campo eletromagnético capaz de conduzir eletricidade contida na base de madeira à bateria da lâmpada incandescente. Removendo da luminária flutuante, também é possível aproveitar a corrente eletromagnética para recarregar o celular.

Mesmo com preço salgado, de acordo com o coordenador do curso de design da Faculdade Armando Alvares Penteado (FAAP), Marcelo de Farias, o produto tem, ainda que pequeno, nicho de mercado e pode atrair consumidores interessados nas sensações que a luminária pode causar.

Fonte: DCI